Espaços Imaginados - Colecção PLMJ
Descrição
Espaços Imaginados

O dia 21 de Março é anualmente uma data de celebração do Dia Mundial da Poesia, e do Dia Mundial da Árvore. Este foi também o dia programado para a inaugurar a exposição "Espaços Imaginados - Obras da colecção da Fundação PLMJ" que seria apresentada na SNBA-Sociedade Nacional de Belas Artes em Lisboa. Mas devido à pandemia que assolou o mundo, a COVID-19, a exposição foi adiada para uma nova data a anunciar em breve, sem perder de vista o espírito desse dia, 21 de Março, que reúne e convoca diversas actividades humanas e culturais estreitamente ligadas ao nosso planeta, e às diversas formas de viver em comunidade no mundo. Uma condição essencial da humanidade que somos e que está expressa na diversidade da diáspora de língua portuguesa na colecção desta Fundação, através das obras de todos os artistas colecionados que, independentemente da latitude ou longitude, sinalizam diversos itinerários no mundo em que vivemos. A exposição, será realizada quando estes tempos de turbulência se afastarem do nosso quotidiano e permitam retomar, em boas condições, a exposição que integra as obras dos artistas representados.

Os "Espaços Imaginados" abrem um amplo campo de possibilidades para reflectirmos sobre a representação do objecto arquitectónico construído, que nos revela vistas de interior, abstrações geométricas, grandes planos urbanos, ou um pormenor por vezes aparentemente insignificante, mas que identifica um sentido de habitar e viver um espaço, e um determinado tempo. Este indício do construído, está presente num contexto ficcional, metafórico, ou sob a forma de projectos, como se poderá ver no trabalho dos arquitectos Patrícia Barbas e Ricardo Bak Gordon. A selecção de obras contempla suportes tão diversos como o vídeo, o desenho, a performatividade, a pintura, a escultura, a poesia e uma maqueta de arquitectura. Neste contexto, em que a imaginação e a sua poética se materializam na diversidade das obras a expor, será apresentada, no dia da inauguração, uma acção/perfomance, um texto-poema-performativo da autoria de António Poppe intitulado "Muda Humana Natureza espaço movendo-se no espaço", que será integrada no catálogo a publicar sobre a exposição.

Artistas e arquitectos na exposição Espaços Imaginados:

André Cepeda, Sem título (da série Depois), 2015; André Gomes, O ciclo das formas, 1999; André Príncipe, Sem título (da série Tunnels), 2005; André Silva, Dromos, 2006; André Silva, Dromos VII, 2008; António Júlio Duarte, América #5, EUA, 2017; António Júlio Duarte, América #2, EUA, 2017; António Olaio, What makes a home a house #5, 2002; Armanda Duarte, Dois pisos, 2015; Beatriz Albuquerque, Chicago I, 2007; Carla Cabanas, Lagoa, 2005; Carlos Bunga, Construction, 2002; Carlos Correia, Sem título (Devir), 2016; Carlos Correia, Sem título (Devir), 2016; Carlos Lobo, Door #07, 2004; Catarina Botelho, Sem título (da série Luísa a dormir), 2008; Cecília Costa, Sem título (da série Força Fraca), 2016; Ding Musa, Cell X, 2016; Duarte Amaral Netto, Sem título, 2007; Edgar Martins, Sem título (da série Aproximações), 2007; Edgar Martins, Sem título (da série The Accidental Theorist), 2007; Eduardo Matos, Regis C., 2004; Fernanda Fragateiro, Caixa #1, 2005; Fernando Lemos, Luz teimosa, 1949; Fernão Cruz, Untitled (20m) (da série Long Story Short), 2018; Inês Botelho, Individual stuck in a space, 2006; Isabel Simões, Queda, 2010; João Dias Artefacto de pedra 15, 2016; João Fonte Santa, Chevy GMC, 2007; João Pedro Vale, O Nazareno, 2007; José Pedro Croft, Sem título, 2018; Julia Kater, Sem título (da série Diálogos em Murmúrios), 2010; Luís Nobre, Contra Campo #1 (da série Escalas, Perspetivas e Superfícies), 2009; Luísa Cunha, P - #1, 2005; Mafalda Marques Correia, Cão danado toma conta da filha II (da série Fábulas de trazer por casa), 2009; Mafalda Marques Correia, #2 (da série Welcome to my Home), 2011; Mafalda Santos, Sem título #3, 2018; Maimuna Adam, Fazer a mala, 2011; Manuel Caeiro, Welcome to my loft, 2007; Maria Lusitano, Mulher moderna, 2005; Mauro Pinto, Sem título (da série C'est pas facile), 2018; Miguel Ângelo Rocha, Sem título, 1996; Miguel Soares, SpaceJunk s1 001, 2001; Miguel Telles da Gama, Sem título, 2016; Noé Sendas, Sem título (Estudo para Ophelia), 2001; Noé Sendas, Old Studio UNKNOWN STONE, 2012; Nuno Cera, Torre #1, 2017; Nuno Sousa, Compartimentos ambientalizadores #3, 2003; Olívia da Silva, Angelina Sousa - 'In the net', Matosinhos, 1997; Patrícia de sousa, Corredor da Bioquímica, 2004; Paulo Catrica, Stressmann Flat, Ommord, Roterdão, 2001; Pedro Amaral, Beyond Planet Earth, 2006; Pedro Barateiro, Compositions as Explanation (G. Stein) (da série Malmo), 2006; Pedro Gomes, Sem título, 2019; Rosana Ricalde, Moscovo (da série Cidades Invisíveis), 2013-2017; Rui Calçada Bastos, Sem título (Macau), 2017; Rui Calçada Bastos, Sem título (Macau), 2017; Sara e André, Fundação Sara & André por Isabel Brison #1 2009; Teresa Henriques, Rebatimento, 2005.

Arquitectos: Patrícia Barbas, CAB 2017: Vertical City por Barbas Lopes Arquitectos

Ricardo Bak Gordon, PLMJ #1 a #6, 2018

Artista e Poeta: António Poppe, "Muda Humana Natureza espaço movendo-se no espaço", performance e poema/desenho

Fotografia documental: Nuno Cera, FPM 41 #1 a #12, 2019